wii

Antigamente, o que ditava regra entre videogames era qualidade gráfica. Fãs da Nintendo na era 8-bit insistiam que Super Mario 3 era muito mais bem feito e complexo do que todos os Alex Kidd juntos, e fãs da Sega faziam questão de lembrar que o Master System tinha maior quantidade de cores e um chip de som FM (seja lá que porra fosse FM). No final das contas, apesar de ter jogos melhores e mais variados, a Nintendo saía perdendo. Aí, na quarta geração, a coisa virou de lado: o Super Nintendo deixava o Mega Drive no chinelo em todos os quesitos: tinha hardware superior (com possibilidade de zoom e vários canais de som), e uma lista de jogos incluindo títulos que se tornariam clássicos instantâneos, como Super Mario World e Donkey Kong Country. Na geração seguinte a Sony resolveu entrar na jogada e botou seu PlayStation na roda, que explodiu em popularidade e lançamento de títulos (estima-se que sejam mais de mil), fazendo gato e sapato da Nintendo e da Sega. A Nintendo ficaria a ver navios durante longos (e duros) anos e a Sega se limitaria a fabricar videokes e a desenvolver novos títulos do mascote Sonic para outros sistemas (incluindo os da outrora arqui-rival Nintendo).
Depois de fraquíssimas vendas dos sistemas Nintendo 64 e do Game Cube, todos se perguntavam o que seria da Nintendo. Enquanto os sistemas da Sony e da (então emergente no mundo dos games domésticos) Microsoft – com o XBox – eram direcionados para o faminto público de hardcore gamers, a Nintendo era criticada por pensar apenas nos casual gamers, pouco se importando em desenvolver gráficos à altura dos sistemas “inimigos” ou então não dando a mínima para jogabilidade online. Mas o problema é que o Nintendo 64, por ser um sistema particularmente difícil para as fabricantes desenvolverem, contou com poucos títulos de expressão (a maioria dos bons títulos era da própria Nintendo) e o Game Cube não se definia como console familiar ou console pro nerd solitário que passa horas na frente da TV.
Foi preciso uma simples idéia para a Nintendo voltar ao topo: voltar ao passado. E que passado é esse? O passado em que jogar videogame se resumia a duas coisas: diversão e competição. O primeiro Odyssey da Magnavox foi lançado como uma versão eletrônica dos jogos de tabuleiro tipo damas ou gamão. Partindo desse princípio, Shigeru Miyamoto e sua equipe decidiram desenvolver um sistema definitivamente voltado para os tais casual gamers. Mas a coisa não seria a toa: com o lançamento, viria junto uma revolução nos consoles domésticos: um controle sensível a movimentos, que pudesse reproduzir na tela todos os movimentos do jogador. Adeus ao joystick ou gamepad e ao costume de jogar deitado, mexendo apenas os dedos. A palavra de ordem era “ação”.
Com o Wii, em 2006, a Nintendo acabou surpreendendo o mundo (e a si mesma) ao liderar as vendas de consoles, batendo a Microsoft e deixando a Sony a ver navios (seu PS3 é até hoje alvo de críticas e piadas, devido ao famoso “passo maior que as pernas”). Com o Wii, a Nintendo conseguiu o fato mais nobre da história dos videogames nos últimos vinte anos: fazer adultos, velhos e mulheres voltarem a jogar videogame. Mas enquanto os hardcore gamers criticavam a dona do Donkey Kong por ficar desenvolvendo apenas joguinhos de ping pong, eis que surgem:
Super Mario Galaxy.
Zelda: Twilight Princess.
Mario Kart.
Isso só citando os clássicos lançados em todo sistema da Nintendo desde o Super Nes. As altas vendas do Wii acabou levando a Rockstar a lançar versões de Bully e Manhunt 2 para o console, que também teve seu controle transformado em mira com versões de House of the Dead e Medal of Honor. Tudo com direito a sangue esguichando e membros decepados, contrariando a fama de “videogame familiar” que o Wii carregava consigo. No final, o console virou um videogame casual com títulos hardcore. Quem vê o console, minúsculo e branco, não imagina que ele pode comportar um jogo desse naipe.
Depois que troquei meu PS2 num PSP, jurei pra mim mesmo que seria meu último videogame. O máximo que eu compraria seria um Nintendo DS, justamente pelo lance de ser portátil e eu poder jogar videogame no ônibus ou na fila do banco. Mas, mesmo sem nunca ter jogado Wii, não aguentei e acabei comprando um nessa semana lá no Paraíso da Muamba – a Galeria Pajé. Peguei um console destravado com modchip e um par de controles a mais. Por enquanto tenho apenas o Wii Sports (que veio junto) e o sensacional Excite Truck, que reproduz com fidelidade a emoção dos simuladores de carro anti-gravidade dos arcades. Mario Kart e Galaxy estão vindo pelo torrent, e aí o bicho vai pegar.
Rola baixar os jogos?!!!
Daniel
Junho 23, 2008 em 12:23 am
rola, normal.
André
Junho 23, 2008 em 12:57 am
desiste de cinema, essa indústria falida, e vai trabalhar em revista de game. com esse post no currículo vc ganha qualquer vaga.
Renato
Junho 25, 2008 em 6:17 pm
@André
É que meu último videogame ainda é de cartucho…
Daniel
Junho 26, 2008 em 5:33 pm
mario kart!!! eu queroooooooooooo!
Perdido
Junho 26, 2008 em 6:15 pm
e jogar com esse controle/direção deve ser animal hein!!!!!!
qqer coisa pede pro tiago te fazer uma direção de madeira, sai barato.
Perdido
Junho 26, 2008 em 6:18 pm
@Daniel, é aquele 64 que voce comprou de mim a troco de pinga? :D
André
Junho 26, 2008 em 8:01 pm
64 também era cartucho, não era não?
Renato
Junho 26, 2008 em 8:02 pm
64 foi o ultimo de cartucho que a nintendo fez.
parei o trabalho pra ir testar o dvd de zelda: twilight princess que gravei, começou a abertura e desliguei correndo.
André
Junho 26, 2008 em 8:12 pm
O próprio, mas foi caro! :P
Zelda do Wii deve acabar com a vida.
Daniel
Junho 26, 2008 em 8:27 pm
vamos marcar uma partida de tênis!
GOM
Junho 27, 2008 em 7:32 pm